TIPOS DE DOR

Dor na Perna


Dor causada pela compressão de nervo


A pessoa com queixa de dor causada por compressão nervosa ou lesão de algum nervo, geralmente apresenta uma dor ou dormência que se extende pelo trajeto das estruturas inervadas por ele (pele, músculos, etc). Pode ter, também, dificuldade em andar, pois pode estar associada a uma fraqueza muscular. São observadas, às vezes, sensações de queimação, formigamento, fincadas, etc.


As causas mecânicas externas são mais fáceis de serem identificadas: o hábito de cruzar as pernas, compressão contra superfície dura, compressão por hiperflexão do membro, imobilizações rígidas muito apertadas, prolongada posição de cócoras, etc.


Alguns nervos, como o fibular (perna) e o ulnar (cotovelo), são bastante superficiais e desprotegidos contra fatores externos, como contusões ou posições de hiperflexão por tempo prolongado.


As causas mecânicas internas são mais difíceis de se identificar, como, por exemplo, a hérnia de disco, ou mesmo compressão por crescimento tecidual, como os tumores, por exemplo.


 


Hérnia de disco e dor ciática


Dor ciática é conhecida como a dor que irradia para uma das pernas, causando grande desconforto e incapacidade funcional temporária.


Em 90% dos casos, a dor ciática é causada por uma hérnia de disco que comprime a raiz nervosa.


Embora a hérnia de disco seja mais frequente na coluna lombar, esta afecção pode acometer qualquer segmento da coluna vertebral.


A degeneração discal ocorre entre os 30 e os 50 anos, sendo, nesta fase, uma maior frequência de hérnia discal.


Em algumas estatísticas, pode ser identificado que, de 100% das pessoas que possuem dor nas costas (lombalgia), 5% a 10% delas terá dor ciática.


O diagnóstico de dor ciática é clínico, ou seja, baseado na consulta médica, que inclui a história típica da doença e o exame físico realizado pelo médico.


A dor pode ter início na parte inferior das costas, irradiando-se para a região sacroilíaca e nádegas, podendo atingir até a parte posterior das coxas. Pode, ainda, ser uma dor de natureza radicular, estendendo-se até abaixo do joelho, e acometendo a região da raiz nervosa envolvida.


A dor tem caráter intermitente, aumenta com a atividade, especialmente o ato de sentar, e piora com a flexão. Pode ser aliviada com o repouso e exacerbada com o esforço para defecar, tossir ou espirrar. Outros sintomas são a presença de fraqueza e dormência.


 


EXAMES DE IMAGEM


Na dor ciática aguda, quando há suspeita de hérnia de disco, NÃO É NECESSÁRIO O USO DE EXAMES DE IMAGEM (RADIOGRAFIAS, TOMOGRAFIAS OU RESSONÂNCIA MAGNÉTICA), UMA VEZ QUE O TRATAMENTO É CONSERVADOR (NÃO-CIRÚRGICO).


Se houver suspeita de dor ciática causada por outras doenças, como infecções da coluna, tumores, etc., o exame de imagem será indicado.


 


TRATAMENTO


Tratamento conservador deve ser a primeira opção, devendo ser tentado por 6 a 8 semanas com bons resultados. Na fase aguda, pode ser feito repouso nos 2 primeiros dias, ou ate mesmo continuar nas atividades diárias, evitando sobrecarga de peso.


Para alívio da dor, podem ser prescritos analgésicos, anti-inflamatórios, relaxantes musculares e/ou fisioterapia, de acordo com os sintomas.


Se o paciente obtém melhora pequena, mas progressiva, é imperativa a persistência do tratamento não cirúrgico.


Existe um estudo que demonstra que a recuperação de pacientes não operados e operados, em quatro anos, são semelhantes, e iguais em dez anos.


 


TRATAMENTO CIRÚRGICO


O tratamento cirúrgico da hérnia discal lombar deve ser considerado quando o tratamento conservador falhar. Se a dor não diminui em 6 a 8 semanas, a cirurgia pode ser considerada.
Se houver persistência e/ou progressão do déficit neurológico, o tratamento cirúrgico deve ser avaliado por cirurgião especialista (cirurgião de coluna ou neurocirurgião).


A ÚNICA INDICAÇÃO DE CIRURGIA DE URGÊNCIA É NA PRESENÇA DE SÍNDROME DA CAUDA EQUINA.